O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) defendeu a manutenção da prisão preventiva de Vinicius Gabriel da Silva Freitas e José Antônio da Costa, investigados pelo atentado contra o vereador Cabo Deyvison e pelo assassinato de seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira Morais. No parecer enviado à 1ª Vara Criminal de Mossoró, o promotor de Justiça Ítalo Moreira Martins sustentou que a custódia cautelar é indispensável para garantir a ordem pública e a instrução criminal, diante da gravidade dos crimes cometidos — que incluem homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra agente de segurança pública e sequestro.
Além de reforçar a necessidade da prisão, o MPRN requereu a prorrogação do prazo investigativo por mais 10 dias. O período adicional é fundamental para que a 16ª Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) conclua diligências cruciais, como a localização das armas utilizadas no crime, a identificação de um terceiro suspeito de participação no sequestro e a extração completa dos dados dos celulares apreendidos.
O ataque ocorreu no dia 15 de junho, em frente à UPA do Alto de São Manoel, resultando nos disparos contra o vereador e na morte do seu assessor. Os dois acusados foram presos em flagrante no município de Beberibe, no Ceará, após uma perseguição policial. A investigação segue em andamento para esclarecer a motivação e a extensão da responsabilidade de todos os envolvidos no caso.







